Insulina e sua relação com o ganho de gordura

A homeostase glicêmica é um estado metabólico imprescindível para a sobrevivência do ser humano. Alguns tecidos,
como o sistema nervoso central, necessitam de um aporte glicêmico contínuo para manter suas funções. Níveis glicêmicos
fisiológicos são alcançados através de uma atuação orquestrada entre diversos órgãos e sistemas que atuam em resposta
a um conjunto de mecanismos de detecção da glicemia sanguínea altamente desenvolvidos.  A síntese e a secreção de insulina na corrente sanguínea são processos altamente desenvolvidos, capazes de reestabelecer a homeostase glicêmica rapidamente após uma refeição. Assim como a insulina é indispensável no processo de manutenção da glicemia pós-prandial, outros hormônios também atuam regulando
a homeostase em períodos prolongados de jejum. 

A regulação da glicose sanguínea é a tarefa primordial da insulina, e não é para menos: uma glicose muito baixa o deixará em coma, e uma glicose muito alta também! Embora a insulina tenha muitas outras funções, é evidente que, do ponto de vista evolutivo, ser capaz de reduzir rapidamente níveis perigosos e tóxicos de glicose é mais importante para manter o animal vivo do que qualquer outra função. E daí que derivam nossos problemas. Sendo a regulação da glicose sua função principal, o maior estímulo para a produção de insulina é o aumento da glicose no sangue.
As principais funções da insulina são:
– reduzir o açúcar no sangue, fazendo com que os tecidos transportem a glicose para dentro das células;
– estocar a gordura nas células adiposas, estimulando a síntese de triglicerídeos;
– estocar a gordura nas células adiposas estimulando a sua remoção da corrente sanguínea; 
-manter a gordura dentro das células adiposas, impedindo a enzima que degrada os triglicerídeos;
-estimular a transformação de glicose em gordura no fígado, aumentando os triglicerídeos no sangue e seu estoque nas células adiposas;
-estimular a síntese de colesterol no fígado;
– estimular a síntese de glicogênio (a forma como os animais estocam glicose);
-estimular o uso da da glicose pelas células;
– reter sódio e água nos rins.

E resumo, as ações da insulina alteram o equilíbrio do tecido adiposo no sentido do acúmulo de gordura, além de outros efeitos relacionados à “síndrome metabólica”  (colesterol, triglicerídeos, hipertensão, diabetes, obesidade).
Existem outros hormônios que atuam sobre os adipócitos, mas na vigência insulina elevada, seus efeitos são suprimidos. Assim, para todo os efeitos práticos, regular o tecido adiposo significa regular os níveis de insulina.

 

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